5 de novembro de 2015

Crítica: No Game No Life

No Game No Life Crítica
Gênero(s): Aventura, Comédia, Fantasia
Demografia: Seinen
Estúdio: Madhouse
Ano(s): 2014
No. de Episódios: 12

** (Tem Algo Relevante)

No Game No Life me chamou por ser uma das poucas obras adaptadas para anime escritas por um estrangeiro, mas especificamente um brasileiro chamado Yuu Kamiya (Thiago Lucas Furukawa), e me veio na cabeça a pergunta o que um estrangeiro pode trazer de novo para o mundo dos anime? A reposta foi: nada!

O Anime conta a historia dos irmãos Sora, o mais velho de 18 e a Shiro de 11 anos, ambos são hikikomoris (pessoas que se insolam socialmente), eles são mestres em videogames e são conhecidos como Kuhaku, que em português significa ‘espaço em branco’, estilizado como 『  』). Tudo muda na vida deles quando vencem uma partida contra um suposto deus, que pergunta se eles não gostariam de estar em outro lugar, um mundo onde suas habilidades fizessem muita diferença, eles prontamente aceitam e são levados para o mundo de Disboard, onde tudo é decidido por jogos, das coisas mais simples até mesmo o território de países inteiros.

O mundo também é regido por um rígido sistema de raças, onde de todas as 16 raças a humanidade é a mais fraca, Sora e Shiro com todas suas habilidades em jogos, se tornam o rei da região que comporta os humanos e irão buscar muito mais através dos jogos.
No Game No Life Crítica
O conceito da serie é relativamente interessante, os jogos são a parte mais divertida da serie. Mas todo o resto apresenta sérios problemas, começando pelo estranho relacionamento de codependência dos irmãos, e o excesso de fan service muitas vezes envolvendo a personagem Shiro que como já foi dito tem apenas 11 anos é totalmente desnecessário. A serie é muito focada no humor, mas na maioria das vezes as piadas não têm graça alguma.

Ela também se apega muitos a clichês, aqueles discursos ridículos que tentam ser profundos, mas são bem rasos, comumente vistos em anime e mangas shonen, outro clichê é aquele de uma pessoa que não tem perspectiva ou futuro, se ver tendo o destino de muitas pessoas em suas mãos.

Os personagens também são mal trabalhados, como hikkikomoris podem ter tanta confiança e até mesmo discursar para milhares de pessoas? Não faz sentido algum. O visual é outro ponto fraco, as cores são tão vividas, tão saturadas que muitas vezes fica difícil ter uma visão precisa das ações.

No mais, No Game No Life é um experiência agridoce, você fica feliz que um conterrâneo tenha conseguido sucesso em um meio tão fechado aos estrangeiros, mas fica triste pela baixa qualidade da obra.

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